Blog EntryDiploma de Jornalismo?Jan 16, '10 12:04 PM
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É retrógrado e atrasado defender a exigência do diploma de jornalismo, na minha opinião. Vale lembrar que a exigência do diploma só existia devido a repressão que remonta a época da ditadura militar.

Diversos grandes jornalistas, inclusive alguns de consagrados veículos de comunicação não são formados, apenas regulamentados. Diploma não é certificado de competência e o aprendizado da profissão do jornalismo se dá, essencialmente, no cotidiano, dentro das redações e na rua, apurando e reportando.

Quem mais faz alarde quanto a decisão do STF são os alunos de cursos superiores de comunicação social, alguns deles que mal sabem escrever para se posicionar com argumentos sólidos, uma vez que a lei não invalida os conhecimentos e o diploma adquiridos no pós curso, e os libera para ingressar com mais agilidade no mercado de trabalho. Estes mesmos alunos deveriam, segundo acredito, não estar gastando energias em uma causa perdida, mas focar seus esforços na exigência de melhores condições de formação na área perante as instituições de ensino falidas.

As únicas pessoas, então, que deveriam se sentir ameaçadas com a queda da exigência do diploma são as conscientemente incompetentes.


Certas coisas me assustam. É sério. 
 
É recorrente alunos de jornalismo aparecerem em comunidades do Orkut com dúvidas muito básicas. E aí eu me pergunto: a deficiência é das instituições de ensino ou dos alunos? Na dúvida prefiro ficar com a segunda opção, mesmo tendo inclinações fortes para atestar a primeira.
Não saber uma coisa não é demérito pra ninguém, que fique clara a minha opinião, e ter a humildade de perguntar é uma virtude, principalmente para jornalistas. Mas se você paga uma faculdade ou passou em uma federal, acha mesmo que a Internet é o melhor lugar para tirar dúvidas? Veja, não estou recriminando a busca por informação e conteúdo, mas acho que isso é obrigação dos professores universitários. Eles não tiram dúvidas em sala de aula? Se sim, por qual motivo dúvidas cada vez mais banais despontam na Rede?

Isso me assusta no sentido de que parece que os alunos de jornalismo, de alguma parcela indefinida, não sabem apurar. E o pior, têm medo de deixar transparecer que não sabem alguma coisa para seus professores.

É aquela velha metáfora do médico que pensa que é Deus e do jornalista que tem certeza sendo disseminada "da kapo".
Parece que, infelizmente, a origem latina do substantivo "aluno" - Alumnos - é levada ao extremo e os estudantes que lotam as faculdades do pais continuam na escuridão.

Ainda em tempo: pauta é um assunto, tema, o alvo da reportagem.

Blog EntryCausos da Profissão.Mar 27, '09 3:24 PM
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O orkut hoje em dia é uma ferramenta poderosa para expor suas dúvidas. Não acho que seja completamente adequada, pois você depende muito da boa vontade e competência de quem se propõe a lhe ajudar. Inclusive o J.M. Trevisan publicou um artigo em uma revista Dragon Slayer que aborda esse assunto de uma forma muito interessante.  

Esses dias achei um tópico que perguntava:

"Algum jornalista aqui poderia me esclarecer como se faz uma matéria jornalistica? No caso pode dar exemplos de matérias frias, quentes ou leve. Resmindo: minha dúvida é como se faz uma matéria. (EX: sobre o aniversário de 50 anos de um casal). Agradeço desde já."
 
Não sou jornalista, é fato. Mas resolvi ajudar o garoto, afinal, ele foi educado.
 
Respondi:
 
Olá,

Uma matéria pode ser uma notícia ou reportagem. Ambas possuem algumas diretrizes básicas, mas diferem em sua conclusão e forma de abordagem.

As etapas são as seguintes:
Pauta: você recebe a pauta, o assunto que deverá reportar ou noticiar.
Apuração: você vai apurar, investigar, e colher informações.
Redação: depois disso você escreve a matéria.
Isso é o básico.

Ah, notícias são breves informativos sobre acontecimentos relevantes a sociedade. Jornais estão entupidos delas.

Reportagens são matérias mais elaboradas, onde existe um prazo maior para apuração e os detalhes são - ou deveriam ser - evidenciados. Revistas costumam trabalhar mais com reportagens, devido a sua periodicidade.

Cada jornal costuma ter o seu manual de redação, mas como ponto de partida você poderia dar uma pesquisada sobre a teoria do Lead ou Lide.
Nesse link você pode tirar suas dúvidas:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lead
Mas agora pergunto: por quê a sua dúvida?
 
A pessoa me procurou na minha página pessoal, sempre educado e mostrou que sua dúvida estava levemente deslocada de contexto:
 
"Tiago, sou estudante de jornalismo, do 1° periodo, e acabei confundindo bastante essa coisa de matéria, no caso a matéria não é uma apuração de fatos isalados como a noticia ou reportagem? Ou é? Minha professora pediu pra fazermos uma matéria, então essa era a minha dúvida, como que se faz uma matéria, por que responder ao lide eu sei muito bem, ou até mesmo reportagem, mas o meu problema é fazer matéria, fico confuso com ela não sei bem como faze-la."
 
Vamos lá: uma matéria é nada mais, nada menos, do que uma reportagem, notícia ou artigo. Matéria no jornalismo é sinônimo de produção, a matéria prima ou material, que você produz.  É o que você vai colher, apurar, para escrever. O resultado final desse trabalho, em um contexto geral, é a sua matéria. Entenda então que uma matéria é, tão somente, um sinônimo de reportagem, artigo ou notícia. Não tem mistério.
 
Agora, se a sua professora pediu uma matéria sobre, digamos, o 50 anos de um casal, você deve fazer uma reportagem. Isso é subliminar desta pauta, pois lógicamente você vai precisar conversar com o casal, familiares, colher depoimentos, fotos e passar para o leitor um panorama de como esse casal vive, juntos, a mais de 50 anos. Como se conheceram? Altos e baixos da relação e etc.

O leitor precisa conseguir imaginar o que está sendo descrito e para tanto, abuse de detalhes na apurática que criem a atmosfera para subsidiar o leitor. Isso dá um toque intimista a matéria e faz com que o público possa se identificar com os personagens.
O mais importante no jornalismo é *gente*. Gente, como eu, você e seus leitores. Gente gosta de ler sobre gente. Você não faz diversas perguntas quando conhece alguma garota interessante? Pergunta sobre sua vida, gostos pessoais e etc.
 
Pense que toda notícia pode se transformar em uma reportagem. Você poderia noticiar - avisar que aconteceu ou vai acontecer - a festa desse casal. Mas para uma reportagem você deve ir a festa, fotografar, contar como foi, com riqueza de detalhes e recriar a festa na sua redação. Se for bom irá além disso, contando causos sobre a vida do casal e o que amigos falam sobre eles.
 
Não é regra que uma notícia ou reportagem sejam apurações de fatos isolados. Isso é bobagem. Se eu vou noticiar um acidente em uma rodovia intermunicipal, que envolveu dois caminhões, um ônibus e uma motocicleta eu não vou apurar um fato isolado. Vou conectar as versões dos motoristas e recriar a cena em uma nota - daí o termo notícia. Ainda mais se o tal acidente for causado por um buraco na rodovia. Eu vou precisar apurar os motivos que levaram o orgão do governo responsável a não realizar o reparo das suas rodovias. Só aí temos vários fatos conectados. E digamos que nenhum motorista estivesse embriagado ou sonolento... Entende, onde quero chegar?
 
O acidente foi um fato, mas o governo não ter reparado a rodovia é outro fato e se algum motorista estava em condições inapropriadas para guiar é outro fato. Todos conectados, nada, nesse exemplo, está isolado.
 
A apuração de fatos isolados só corrobora para o jornalismo preguiçoso, ruim. Lembre disso.
 
"responder ao lide eu sei muito bem, ou até mesmo repotagem"
Isso me lembra uma frase do Oscar Wilde, onde sabiamente observa: "Não sou jovem o suficiente para saber tudo".
 

Blog EntryRPG e Jornalismo: duas coisas que combinam?Mar 2, '09 10:12 PM
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Os jogos de RPG resgatam a tradição da narrativa oral, propondo que todos os integrantes do grupo participem desta construção de caráter épico. Isso faz com que os envolvidos façam parte do enredo, construam suas próprias tramas paralelas, convicções, moldem seus heróis e vilões e etc. Tudo isso utilizando a base da chamada Técnica Narrativa Interativa.

 

Depois que comecei a trabalhar dentro de um jornal, percebi que existe uma proximidade muito grande, sob o meu ponto de vista, entre a TNI e o formato de transmitir uma informação em um meio impresso.

 

Com a TNI eu passei a entender, na prática, o que funcionava e o que não era prático quando se precisa relatar um fato, passar alguma informação ou descrever um local. Resolvi, então, utilizar dessa experiência adquirida como narrador de RPG, na construção das minhas matérias. O resultado me parece brevemente satisfatório.

 

Quando o narrador desempenha o papel de contador de historias interativas, ele precisa subsidiar seus jogadores com fatos, argumentos, atmosferas e personagens que, juntos, moldam toda uma percepção de universo paralelo, no plano ficcional. Isso pode contribuir  para aguçar a perspicácia de um comunicador social, sobre como as pessoas reagem instintivamente perante as informações e, além disso, demonstrar as técnicas narrativas que funcionam melhor para prestar credibilidade ao seu público em dada ocasião e fato. Isso contribui na elaboração e abordagem de um texto.

 

Um narrador se assimila a um jornalista quando ele precisa empregar teorias da comunicação social, de forma inconsciente, como a do Lead (O quê? Quem? Quando? Como? Onde? Por quê?) para transportar seus jogadores para dentro da atmosfera imaginária que ele desenvolve. Além disso, existem jogadores que, se utilizando da TNI, acabam por fazer apurações fictícias dentro do plano abstrato de jogo.  

 

Portanto, eu penso que, talvez, esse processo narrativo interativo possa ser utilizado como uma espécie de laboratório.

 

Mas o que eu quero dizer exatamente? Que a TNI pode funcionar como um suporte para diversas áreas da comunicação social. Saindo da esfera pedagógica e entrando mesmo no plano acadêmico, como recurso alternativo.

 

Claro que eu ainda não posso suprir essa teoria com fatos e dados de pesquisa, mas pretendo iniciar um trabalho em cima do tema e elaborar uma tese.

 


Blog EntryA PRIMEIRA SEMANA A GENTE NUNCA ESQUECEFeb 6, '09 10:31 PM
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Sexta-feira eu vi um anúncio de um curso de jornalismo no Orkut, então liguei pra lá e disse: - Olá, meu nome é Tiago Lobo, eu não sou jornalista formado ou estudante, mas eu gostaria de fazer o curso, posso? -. Quem me atendeu foi a Daiane, simpática, que me passou para um tal de Renan.

- Tu queres fazer o curso, é? Tu fazes o que da vida? – Perguntou o Renan.

- Sou produtor executivo, assessor de imprensa e escritor. Tenho 19 anos.- respondi.

- Então vem pra redação segunda-feira às 10h! Não disse 10:05 nem 9:55; disse dez horas!-.

- Perfeito, vou anotar o endereço – eu avisei enquanto pegava uma caneta.

- Primeira lição do jornalismo: eu não vou te passar o endereço da redação do jornal, descobre! E esteja aqui segunda, no feriado, às 10:00 horas!

Segunda-feira eu cheguei na redação do Jornal Já, às 10:00 em ponto. Claro, nesse meio tempo eu pesquisei pra saber quem era o maluco que eu tinha conversado por telefone: Renan Antunes de Oliveira, 59 anos; um jornalista que, com certeza, tem muita história pra contar e lições pra ensinar.

Na redação a tortura começou, depois de me entrevistar o Renan posou de “editor malvado” mas desistiu quando viu que eu já conhecia a maior parte das suas proezas como jornalista; então leu um material que eu publiquei recentemente e perguntou:- “Isso é teu mesmo?” -. Respondi que sim, então ele me mandou escrever um conto de ficção especulativa, um teste, onde eu deveria viajar pelos 20 anos de um parque da capital: o Parque Farroupilha. O detalhe é que eu só tenho 19 anos...

Escrevi dois ensaios que não saíam da primeira página, deletei o primeiro – era horrível -, apresentei o início do segundo: - “Isso é bobagem, muita política, eu quero algo descontraído, coloquial”.- disse o Renan.

Fui almoçar e passear pelo Parque Farroupilha, aí a coisa fluiu. O Renan tinha me dito para ir ao parque e descrever o que eu via, e com base nisso, procurar por mudanças e fatos que eu supostamente teria vivido se fosse nascido na época. No final da tarde eu entreguei um conto de quase três páginas chamado “Que Saudades da Redenção”.

Quando eu entreguei o conto, ele leu, não falou nada. Então eu perguntei: - Não era bem isso que tu queria, ‘né?-.

- “Não, mas isso me mostrou que tu sabe ir ao local, observar, voltar pra redação, sentar e descrever pro leitor o que tu viu. Pode ir embora e te quero aqui amanhã às 10:00 horas, nem 5 minutos antes nem depois”.-.

Detalhe: o curso só começava na quarta-feira.

Na terça eu cheguei 3 minutos adiantado, esperei na porta da redação até fecharem as benditas 10:00 horas pra poder entrar. Não que eu não pudesse ter entrado antes, mas queria evidenciar que estava determinado a cumprir com meus compromissos.

Cheguei e tive uma reunião de pauta com o Renan, ele me perguntou se eu gostava de romances policias, respondi que sim e citei alguns poucos autores que já li do ramo. Depois disso recebi minha primeira pauta, uma bomba tão complicada que todos os jornalistas que tentaram cobrir desistiram na metade do caminho. Eu aceitei.

A apuração de um caso policial é demorada, e eu nunca tinha feito nada desse tipo e porte. Fui na cara e na coragem, buscando nomes, informações, telefones, endereços de locais pra visitar e descobri que o caso aconteceu próximo de onde eu moro. Por isso, e por outros motivos, que o Renan largou esta pauta na minha mão.

Na parte da tarde me mandaram traçar um perfil de um sapateiro que mora fazem anos no bairro em que o jornal circula. Eu abordei o sapateiro e ele negou de todas as formas dar uma entrevista e ser fotografado. Voltei para a redação frustradíssimo, minha primeira pauta de rua e eu havia, literalmente fracassado. Mas tinha a certeza de que o Renan conhecia a figura que consertava sapatos e que havia feito isso de propósito. Ledo engano; contei o caso e ele me disse: - Se tu não consegue entrevistar nem um sapateiro, como tu acha que vai entrevistar um assassino?- Essa foi a minha segunda grande lição; formas de abordagem. Recebi uma aula de como deveria proceder. Nem sempre repórteres são bem vindos...

No final daquele dia, que eu passei na redação pesquisando sobre o caso que pode render, talvez, uma das melhores matérias de toda a minha futura carreira, eu fui mandado fazer uma sessão de fotos no mesmo parque, o Farroupilha. No popular: Redenção.

Liguei para a pessoa que seria fotografada, já como repórter do Jornal Já, e marquei local e hora do ensaio. Peguei a máquina do Renan emprestada, pois nem isso eu tenho, e fui lá tirar as fotos. Ficaram boas, tão boas que uma delas foi publicada, com os devidos créditos, no JJ impresso.

Depois disso voltei na quarta-feira. Aí estavam presentes os alunos do curso, sete pessoas. Só três garotas...  Uma delas, ainda vai ser estrela de tele-jornal ou programa de entretenimento da RBS, tenho certeza.

Nessa altura (como se 2 dias fossem muito) eu já era assistente do Renan. Já estava familiarizado com o pessoal da redação e não me sentia mais como “aluno do curso”. Inclusive eu já conhecia uma aluna, da época que era assessor de imprensa e levei um material na TVE, onde ela trabalha atualmente. Também havia trocado e-mails dando dicas sobre formatos, distribuição, diagramação e etc. para um outro aluno que pretende criar um jornal jovem independente. Eu estava atrás de todo mundo: todos cursando faculdade de jornalismo, alguns até já formados! Isso não me intimidou, eles não sabem disso, e nem vão ficar sabendo.

Nesse dia eu pesquisei mais sobre o caso policial que tomei como pauta, diagramei uma página do JJ, como teste para uma eventual necessidade e ouvi algumas coisas bem interessantes: Sic Transit Gloria Mundi – Toda a Glória é Transitória. Essa frase que está escrita em letras garrafais nas costas de um quadro virado contra a parede... O prêmio Esso de jornalismo na categoria nacional que o Renan recebeu. Achei isso genial; dizem que um gênio reconhece outro e vice-versa.

Quarta-feira eu só fui na redação pela manhã, eu já havia sido apelidado de Lupus, gostei, fica meio cult, não é? Pois é, excentricidades do Renan, mas eu me divirto com isso.

 Saí da redação no horário do almoço e fui para uma delegacia com uma amiga. Lá eu preenchi um requerimento solicitando acesso a um inquérito policial do caso que investigo. Nenhuma resposta ainda, mas se não liberarem o inquérito eu me planto na delegacia e só saio de lá com as informações que eu quero, ou detido. Eles escolhem.

Voltei na quinta e o Renan pagou meu almoço e minhas passagens pra ir até um ponto chave da minha investigação. Foi difícil ao extremo, mas consegui chegar no lugar e ser atendido. Aos poucos eu chego lá. Voltei pra redação e já tinha uma nova pauta: cobrir uma reunião que iria traçar propostas para um parque local: novamente a Redenção. Fui com a Daiane, fiquei com receio de não saber fazer o serviço e ela é repórter do Já. Fomos até lá e acabou que eu escrevi a matéria na sexta-feira. Usando as minhas anotações e algumas coisas importantes que a Daí tinha registrado. Pra escrever a matéria eu entrei em contato com o 9° BPM e com a SMAM, por causa de ausência na reunião e algumas irregularidades (no caso da SMAM). Ficou bom, o Renan novamente aprovou. Dessa vez ele editou. O Elmar Bones, diretor do JJ, ficou responsável pela edição final. Eu nem vi como ficou, mas acho que ficou bom. Afinal eu estou indo e eles já voltaram umas seis vezes.

Hoje eu fiquei basicamente trabalhando na redação dessa matéria, das 10:30 até às 18:30 horas. Com pausas para o almoço e para arejar a cabeça.

Ah, mas eu não me atrasei não! Eu fui no CDI – Centro de Documentação de Informação – do jornal Zero Hora e colhi diversas informações sobre notícias que saíram do caso que eu estou investigando. Avisei que ia chegar por volta das 11h, logo, cheguei cedo.

Por volta das 16:30 horas me pediram pra ir buscar um documento de concessão de um prédio em um cartório próximo. Eu ia, mas achei uma movimentação da Brigada Militar no parque (sim, o da Redenção de novo) e resolvi que era uma pauta boa. Eu estava certo: a PM estava em uma operação e eu vou fazer algumas matérias acompanhando o desenrolar dessas ações. O povo da redação parece ter gostado da minha atitude, mesmo assim me comprometi em chegar na redação com o documento em mãos, agora, na segunda.  Antes de ir embora recebi mais um caso pra investigar. O Renan deve me achar com cara de Sherlock, tomara que ele tenha razão.

Eu sei é que eu quero, e vou, surpreender o pessoal. Tenho algumas matérias sendo formuladas que são bem interessantes. Mas como pauta não se comenta...

Pra quem ficou curioso sobre quem é essa figura tão emblemática desse relato, completamente verídico do que eu passei nos meus primeiros 5 dias dentro de uma redação de jornal, segue o link:

 

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=310JDB004


Blog EntrySumindo do Mapa Temporariamente. Feb 5, '09 10:17 AM
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Neste segunda-feira, dia 1° de fevereiro, eu comecei a atuar como repórter do Jornal Já, aqui no município de Porto Alegre, portanto tenho estado bem ausente. Cancelei todos os projetos paralelos por tempo indeterminado, mas a causa é boa: em 4 dias na redação eu já tenho uma crônica publicada, uma foto, uma pauta investigativa e isso acarreta bastante empenho e dedicação. Viver em uma redação, não é exatamente fácil, mas a profissão repórter é exatamente o que eu esperava, se não for mais cativante.

Por enquanto é só isso que meu tempo me permite publicar, mas em breve eu volto por aqui.

Abraços.


             Bil estava tão distraído que não viu uma figura de sobretudo e chapéu escuro entrar na sua loja. A pessoa parou no balcão do estabelecimento e ficou esperando, olhando para baixo, de forma a ocultar seu rosto entre a aba do chapéu e a gola do casaco. Quando se virou, Bil tomou um susto, a aparência daquele cliente não era nada agradável.

            - Hey, da próxima vez use o sino do balcão, eu estava concentrado em limpar umas peças do mostruário que chegaram hoje pela ferrovia – disse o lojista.

            - Cale a boca e diga logo o que você tem pra mim Bil, não tenho tempo pra perder aqui, neste fim de mundo – disse o cliente com uma voz doce e melodiosa.

            - Ah, é você Sara? Que surpresa, eu pensava que te veria por estas bandas somente quando houvesse serviço- Bil respondeu com um grande sorriso no rosto.

            - Exatamente velho Bil, há serviço. Um fazendeiro rico, Thomas Fleming, me enviou uma carta com uma proposta que envolve uma quantia generosa por um trabalho muito fácil: capturar um trapaceiro chamado Jim “Bolt” Parker que roubou dele, do delegado da cidade de Stonefield e de mais três fazendeiros locais. E ele o quer vivo -.

            - Hum, então eu já sei o que você veio fazer aqui na loja, minha menina -.

            - Não me chame assim Bil, não sou mais a sua menina! –

- Ora essa Sara! Este velho anão lhe criou e ensinou quase tudo o que sabe, portanto tenho o direito de chamar a minha menina de “minha menina”, e assunto encerrado-.

- Vamos Bil, me mostre de uma vez o que tem de novidades pra mim - Disse Sara notavelmente irritada.

- Bem, você deu sorte, chegou uma novidade ótima por aqui: uma carabina Winchester, calibre 44. É o que existe de melhor em termos de carabinas de repetição – Explicava o anão enquanto pegava a arma e a entregava para Sara experimentar – Essa  é a mais leve e precisa que eu já testei! Você coloca os cartuchos nessa pequena calha lateral e eles se alojam em um mecanismo tubular, que serve como porta-munição, bem debaixo do cano de disparo. Por isso você pode dar dois tiros para, só depois, movimentar a alavanca que vai expulsar os cartuchos usados e preparar os próximos. E de quebra usa cartuchos de calibre 44, de 12 milímetros, com 40 gramas de pólvora. Compatíveis com qualquer bom revólver desse calibre. É uma perfeição só, não acha? –.

- Parece perfeito para este trabalho, vou ficar com uma - Disse Sara, de forma fria.

- E leve isto também, uma pistola de bolso. Só possui espaço para um disparo por vez, mas pode ser muito útil quando a coisa foge o controle -.

- Comigo as coisas nunca fogem do controle – Falou Sara instantes antes de pegar a Winchester e a pistola que ganhara de seu pai de criação: o anão Bil Maccurly.

           

            Sara seguiu a cavalo durante dois dias até o vale de Stonefield, onde se localizava o município homônimo, e que, há uma semana atrás, acontecera o incidente que faria o poderoso e vingativo fazendeiro Thomas Fleming contratar um pistoleiro para encontrar e capturar o trapaceiro. A garota chegou na cidade e foi logo perguntando para um cowboy que passava na rua: - Hey, você! Em qual direção fica a fazenda do senhor Thomas Fleming? -.

            - Hum, o que temos aqui? Uma garota vestida como homem? Será que sabe atirar também? – Conclui o homem ao som de gargalhadas de transeuntes, poucos segundos antes de ser alvejado no peito por um tiro do revolver de Sara. Ficou ali, caído, morto no chão enquanto a garota perguntava para outra pessoa que, com toda certeza, faria questão de indicar o caminho da forma mais correta possível.


No saloon de Madame Carmela a concentração era total. O público e os jogadores se acotovelavam pelo melhor ângulo para presenciar aquela lendária partida de pôquer entre o sortudo forasteiro Jim “Bolt” Parker contra o delegado Edgar Burtom, da pequena cidade de Stonefield, considerado o melhor jogador de cartas da região. Todos os outros participantes, que haviam apostado alto, incentivados pela língua afiada do jovem Parker, já tinham desistido, visto que uma suposta maré de azar havia tomado conta do seu jogo. O delegado Burtom, no entanto, exalava confiança e encarava a face do adversário. Edgar era um homem magro e elegante, que até se vestia bem, com suas roupas finas, sapatos e um colete escuro deixando a vista parte da corrente de seu relógio de ouro. Usava a barba aparada e um bigode fino e peculiar. Era um homem íntegro que se orgulhava de ter perdido um jogo poucas vezes, e, sempre por trapaça de gatunos que acabavam encarcerados no final do dia. 

- Pronto para perder na frente dos seus amigos, delegado? – Jim indagou de forma pedante.

- Não blefe garoto, você nem imagina o jogo que eu tenho em mãos – disse o delegado Burtom esboçando um sorriso. De fato o delegado estava com um jogo ótimo, um Straight Flush! Dificilmente o forasteiro conseguiria vencer sem trapacear. Mesmo assim o delegado estava intimidado; não deixava transparecer, pois isso, para um jogador, é a sua ruína, no entanto havia algo estranho naquele jogo.

O momento de revelar cada jogada havia chegado e todo mundo estava impaciente, menos Jim, que não deixava nem mesmo as pessoas do saloon verem suas cartas, as mantendo voltadas para baixo de forma estratégica. Então o delegado baixou seu jogo na mesa, o que precedeu um espanto geral, com muitas vozes dizendo “Oh!”, e caras e bocas assombradas com a perícia para jogo daquela velha raposa. Jim “Bolt” Parker continuava risonho e simpático, como era de costume, arrancando suspiros de donzelas que admiravam sua astúcia, audácia e compleição física.

De repente, abriu o casaco de couro e tateou um bolso interno, o que assustou algumas pessoas e fez ir ao chão outra, receosa com um tiroteio, puxou uma pequena embalagem e uma cartela de fósforos. Com um sorriso de canto de boca acendeu um cigarro e disse: - Sabe Mr. Edgar, eu tenho essa terrível mania de fumar no final dos jogos. Ah, isso ainda me mata! Mas enquanto isso eu preciso admitir uma coisa, o senhor é realmente bom... Mas eu sou melhor. – com uma piscada de olho Jim “Bolt” Parker revelou seu jogo e silenciou todos. Um Royal Straight Flush que inutilizara a jogada do delegado Burtom, um Straight Flush ótimo: 9,10, Valete, Dama e Rei.

O delegado olhava atônito para a seqüência de cartas que o forasteiro havia feito, e o povo em volta estava incrédulo e começando a pressentir confusão. Aos poucos uns e outros começaram a sair “a moda francesa” pela portinhola dupla do saloon de Madame Carmela, então Jim se levantou: - É isso senhores, obrigado pela agradável e rentável partida. Agora, infelizmente, eu preciso ir. Eu até ficaria aqui conversando com vocês e ensinando alguns truques para o senhor Burtom, mas receio que ele já saiba tudo o que precisa. Então, sem mais – No momento em que Parker disse a palavra “truque” o delegado se levantou, irado, e bateu na mesa. Esperou o forasteiro acabar e antes que ele pudesse juntar todo o montante das apostas, agarrou seu braço e avisou: - Saiba de uma coisa “Bolt”, todos os homens que me venceram acabaram vendo o sol nascer quadrado na manhã seguinte –.

- Ah, senhor Burtom, me desculpe, mas este, com certeza, não será o meu caso. Gosto de conforto, se me convidar para passar a noite hospedado na sua casa, especificamente na cama com a sua esposa eu, talvez, até aceite. – Quando Jim disse isso o delegado se enfureceu, retirou seu sabre da bainha, e começou a berrar intempéries como “miserável”, “filho de um cão” entre outros piores.  Jim “Bolt” Parker não perdeu tempo e virou a mesa do saloon na direção do delegado que se desequilibrou e caiu. Um soldado tentou segurá-lo, mas levou uma cotovelada no queixo que provavelmente lhe fez perder alguns dentes, enquanto Jim catava parte de seus lucros com as apostas. O forasteiro saiu correndo por cima de mesas, chutando canecas e pisando em pratos de comida, até que viu dois guardas entrando no estabelecimento com revolveres em mãos. Como um raio sacou Madeleine, seu revólver Colt Peacemaker 44, e com dois disparos perfeitos acertou as armas dos soldados que acabaram por levar chutes, coronhadas e cotoveladas; já que ainda permaneciam no caminho do forasteiro...

Jim Bolt Parker saiu do saloon, saltou em um belo cavalo negro e fugiu em direção a próxima cidade, para ganhar a vida fácil com mais jogadores “experientes”.

            Quando a guarda local se recompôs, o delegado se levantou e atestou que suas especulações não eram sem fundamento: colado embaixo da mesa de jogo havia um pequeno envelope de couro rígido com algumas cartas como Damas, Valetes, Reis e Ases. Provavelmente o apelido de Jim Parker não se referia a sua rapidez no saque de armas, ou talvez não se limitasse a, somente, isso. E então o delegado pensou alto: - Por isso o desgraçado tem essa maldita mania de fumar no final dos jogos...


Blog EntryExplorando o Oeste Selvagem!Jan 10, '09 3:48 AM
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Pois é, desde que saiu o Faroeste Arcano, traduzido pela Devir, eu ando cheio de vontade de escrever um conto ambientado no cenário. Eu adorei o livro, achei simples mas genial.

No entanto tem algumas coisas que, de certa forma, me impediam de escrever sobre isso.

1° Eu odeio escrever fanfics: não que tudo que eu escreva tenha que ter qualquer teor oficial ou algo desse tipo, mas não gosto, nem um pouco, de pegar emprestado conceitos criados por outros autores em uma só fonte. Sem contar que acho fanfics perda de tempo, no meu caso, pois eu gosto de criar coisas novas, ou contar coisas comuns de formas diferentes. Além do mais tenho muito respeito pelas obras de outros autores, portanto não me permito "viajar" muito na ambientação de forma que descaracterize ou altere o material original. Recalque meu, talvez.

2° Eu não gosto de todo material do Faroeste Arcano: elfos que são índios fajutos com espingardas de precisão? Mas os rifles não seriam uma opção muito melhor, afinal,não serviam para isso? E o arco e flecha, onde foi parar? E os índios humanos, cadê eles? Em fim, existe uma série de pequenos detalhes que eu alteraria se fosse usar esse livro em uma sessão de jogo, ou mesmo escrever algo inspirado no cenário.

3° Pesquisa: eu não consigo escrever nada, nada mesmo, sem pesquisar antes, pode ser até uma apuração superficial, mas geralmente eu acabo me envolvendo e indo bem fundo nos temas que me agradam.  Então esse tempo todo eu andei pesquisando sobre índios nativos norte-americanos, lendas western, funcionamento de armas, tecnologia, sociedade e etc. O resultado disso deve pintar por aqui ainda essa semana. Eu estou escrevendo uma novela sobre seis personagens, inspirados no livro Faroeste Arcano, com leves alterações; como inclusão de tribos indígenas históricas, e elfos como ancestrais de índios de uma tribo Comanche e etc.

Está sendo muito divertido escrever sobre isso, uma vez que foge de qualquer ensaio ou conto que eu já tenha finalizado. É um experimentalismo e um teste da minha parte, pois eu sempre tive muita vontade de escrever um romance histórico sobre os índios norte-americanos. Como não tenho conhecimento suficiente, ainda, pra escrever algo com maior fidelidade histórica eu deliro na fantasia, agregando pequenos detalhes pesquisados a um pano de fundo sem tanto compromisso com a realidade, abusando da fantasia. Além disso eu resolvi me aventurar e usar narrativas não lineares e tramas paralelas bem evidentes entre os protagonistas, que participam de alguns acontecimentos isolados, com um desfecho que agrupa a coisa toda. Não sei, realmente, se isso vai ficar legal, ou se eu vou conseguir amarrar bem essa história, mas eu me empolguei bastante com o tema, roteiro, cenário e com os personagens.

É esperar pra ver o que vai sair.

E semana que vem acho que sai a adaptação do filme O Cristal Encantado pra D20 e pra alguma outro sistema que me der na telha :P


Blog EntryAdaptando Antigos Filmes de Fantasia... Jan 8, '09 1:02 PM
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Ontém de madrugada eu acabei passando por um filme que acho bem interessante: The Dark Crystal. Um filme de fantasia lançado em 1982 que conta a história de uma profecia envolvendo a simpática raça dos Gelflings e os reptilianos Skeksis. Pois bem, resolvi que vou começar a adaptar essas pérolas do cinema de fantasia para alguns sistemas de RPG aqui no meu canto (ops, Toca).

Entre os clássicos constam coisas como Krull; Willow: Na Terra da Magia; História Sem Fim; Labirinto: A Magia do Tempo; Mestres do Universo; O Feitiço de Áquila; Ewoks: A Batalha de Endor; Caravana da Coragem - Uma Aventura Ewok; Guerreiros do Fogo; Simbad; A Lenda e mais uns outros.  

E talvez eu me empolgue e resolva que Rei Arthur, Robin Hood, O Segredo do Anel e Coração Valente também merecem destaque por aqui.

Em fim, esse cineminha nostálgico me empolgou. Gosto bastante desses filmes antigos.


Blog EntryO futuro do jornalismo nacional?Dec 12, '08 1:21 AM
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A decadência da classe começa com um projeto de lei que visa oficializar uma coisa que já existe a séculos: os "jornalistas" sem diploma. 

Atualmente o Projeto de Lei 3981/08 está em análise na Câmara; O projeto do deputado Celso Russomanno (PP-SP), cria os conselhos federal e regionais de jornalismo, abrindo a possibilidade de pessoas sem diploma exercerem a profissão, desde que tenham alguma pós-graduação na área. A proposta exige um exame de ordem para os novos jornalistas obterem o registro, como já acontece com os advogados, por exemplo. Acontece que, dentro da formulação da proposição, existe uma contradição inconstitucional: “os conselhos terão a finalidade de orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de jornalista. Eles também deverão lutar pelo direito à livre informação plural e pelo aperfeiçoamento da imprensa”.

Isso sugere, de forma clara, que os conselhos funcionarão como uma OAB, OMB e outras, por exemplo, fiscalizando o exercício do *profissional do jornalismo*. Mas agora: como definir o que se enquadra como profissional do jornalismo ? O mais lógico, na minha humilde opinião é considerar aqueles individuos formados e atuantes na área, mas pelo visto o projeto descamba para outros objetivos.

Mas como lutar pelo aperfeiçoamento da imprensa quando se permite que pessoas com curso superior que façam qualquer pós-graduação na área de comunicação social atuem, efetivamente, como jornalistas? Isso, definitivamente, marginaliza e inutiliza o curso de Jornalismo, propriamente dito. É fato que existem diversos comunicadores, fotógrafos e redatores que não são formados na área, e eu não defendo e nunca defendi um diploma, não creio que somente o curso molde um bom profissional, mas acho que tornar isso tão, tão... brasileiro - lembram do famoso "jeitinho"? - só pode acabar em pizza.

Eu me preocupo mais, na verdade, com os diversos estudantes de jornalismo, com ego inflado, que eu vejo em sites de relacionamento dizendo as mais terríveis besteiras sobre o campo de atuação, mercado de trabalho, primeiro emprego e por aí se estendem em uma grande linha de bobagens, completamente absurdas, que beiram o ridículo. Em grandes comunidades no Orkut, por exemplo, o que mais se encontra são estudantes frustrados que teimam em culpar o mercado, os deixando em uma posição socialmente aceitável de gênios vitimados pelos grandes veículos de comunicação, que não reconheceram seu talento espetacular e que, por isso, estão desistindo, ou fazendo seus colegas desistirem, da profissão, em prol de uma situação de puro conformismo e comodismo. Além disso, me espanta a redação de muitos futuros jornalistas que, mesmo em mídias onde o " internetês" impera, cometem erros crassos de ortografia e estruturam frases sem coesão e coerência.

Se esse projeto de lei for aprovado, imaginem o que vamos enfrentar no futuro...

Alea Ajact Est

 

 


No dia 10/12/2008, quarta-feira passada, aconteceu a versão atualizada do premiado espetáculo “O Som do Fim ou Tanto Faz”, do grupo Fruet e os Cozinheiros, no Teatro de Câmara Túlio Piva, em Porto Alegre/ RS.

 

O grupo contagiou o público, do início ao fim, com canções melodiosas contendo uma forte influência jazzística, com dissonâncias e arranjos incrivelmente bem trabalhados, que variavam de quebras e nuances sutis até samplers e efeitos vocais impressionantes. No repertório foram executadas faixas do CD-objeto da banda, “O Som do Fim ou Tanto Faz” que dá nome ao show, músicas inéditas, que provavelmente estarão presentes no próximo álbum do grupo, e Song for Tom, de Guilherme Curi, e Yatrata, de Tania Maria; Além de outras canções ainda não gravadas.

 

Como se não bastasse, o show contou com duas participações especiais:  Alex Haas – violões e voz nas músicas Que se Faz e El Mariachi - e Mateus Mapa – flauta transversa nas músicas Idade do Lobo e Samba da Conexão.

O Teatro de Câmara Túlio Piva, juntamente com a cenografia e palco, que envolveu Televisões e panelas iluminadas com velas, deu o tom intimista e aconchegante que é marca registrada deste espetáculo do grupo Fruet e os Cozinheiros.

 

Para finalizar: o destaque da noite fica por conta da sincronia de palco do grupo, com suas conversas instrumentais que mais pareciam uma despojada, e muito bem dosada, Jam Session.

Fotos: Titi.


Salve 2009!

A última apresentação do ano da banda Fruet & Os Cozinheiros pelos teatros da capital será realizada na próxima quarta-feira, dia 10 de dezembro, às 20 horas no Teatro de Câmara Túlio Piva.

2008 foi um ano de intensas e emocionantes atividades que se iniciaram com a turnê norte-americana do grupo, cujo itnerário incluiu o superfestival SXSW (South by South West) entre outras apresentações pelos estados da Geórgia,Mississippi, Tennessee, Texas e Califórnia nos Estados Unidos da América.

Para comemorar esse fim de temporada, o grupo preparou uma versão atualizada do espetáculo "O Som do Fim ou Tanto Faz", trabalho indicado a melhor espetáculo de 2007, que rendeu ao grupo os prêmios de Revelação do Ano, Melhor Compositor
Pop
, Melhor Design Gráfico e a menção especial Troféu RBS Cultura na 17º edição do Prêmio Açorianos de Música.

O show contará com as canções do primeiro disco, algumas canções inéditas, e releituras especiais de artistas bacanas como a brasileira radicada nos EUA Tania Maria.

Ingressos à venda no local do dia do show.

 

assista o VT do show no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=Myccdf7n0_0



Participações Especiais: Mateus Mapa e Alex Haas

Iluminação: Maurício Rosa

Som: André Freitas

Video: Alexandre Kumpinski

Assessoria de Imprensa: Tiago Lobo

Co-produção: Rosani Muri

Apoio: TVE / FM Cultura 107,7 / Estúdio-12 experiênciasonora
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Serviço:

O que: show de Fruet & Os Cozinheiros

Onde: Teatro de Câmara Túlio Piva [ Rua da República, 575 - F: (51) 3289.8093 ]

Quando: quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Horário: 20 Horas

Ingresso: R$10,00 (50% de desconto para idosos, estudantes e classe artística, mediante comprovação oficial)

Responsável: Marcelo Fruet, F: (51) 9122-9166


            Durante toda a minha vida eu cresci escutando que o “rumo” certo a se seguir era terminar o colégio, ingressar em uma boa faculdade e garantir um bom emprego. Pois bem, hoje eu, que não fiz nada disso, vejo diversos profissionais formados e frustrados por não conseguirem emprego, ou não sentirem prazer em sua atividade. Muitos culpam o mercado, outros culpam as instituições que estudaram e outros vão além, culpando todo um quadro de gestão pública.

           

Eu nunca consegui me adequar ao sistema, ou o sistema nunca se adequou a mim, e não me sinto nenhum monstro por não estar dentro de uma faculdade, não ter terminado o ensino médio ou mesmo não ter dado ouvidos para aquelas frases de efeito paternalistas. Acho que, atualmente, encaro a formação acadêmica como um processo de gerar credibilidade social do conhecimento profissional perante a massa. Claro, é importante, até imprescindível em certas áreas, possuir um curso superior para poder ingressar no mercado de trabalho, mas vemos por aí diversos profissionais mal instruídos e ineficientes...

           

Acho curiosa aquela imposição social de que a pessoa “politicamente correta” é aquele individuo que se forma em um curso superior e vai trabalhar na área, tendo uma vida estável e uma renda fixa; Isso remete diretamente para aquele moralismo norte-americano onde se cultua a utopia da família perfeita. Parece que arriscar, e seguir seus sonhos, é insensatez ou loucura. Será que vale mesmo a pena, de verdade, gastar toda uma vida sem se permitir arriscar? Ou mesmo errar e aprender com seus erros? Cada um tem a sua resposta, mas a minha é NÃO.

           

Arriscar é permitir apostar e confiar em si mesmo, e, no caso de falhas, aprender com seus erros. Praticar um exercício constante de evolução pessoal. É nisso que eu acredito, nisso que eu aposto quando resolvo nadar contra a maré. Mesmo com todo o cardume avisando que eu estou no caminho errado. Talvez o caminho certo dependa do ponto de vista e objetivos de cada um, não é?

           

            Eu ouvi diversas vezes, de diversas pessoas, que o Tchê RPG, por exemplo, nunca viria a acontecer. Ouvi gente dizendo que eu não teria competência para trabalhar na produção executiva de eventos culturais, que eu era muito novo, inexperiente e por aí vai. Ouvi gente dizendo que eu nunca conseguiria fazer nada enquanto eu não estivesse dentro de uma faculdade, ou mesmo formado no ensino médio. Com todo o respeito a essas pessoas, mas eu preciso registrar, por questões pessoais, que elas estavam erradas. Eu posso não estar fazendo, no momento, o que essas pessoas gostariam que eu fizesse ou o que elas consideram “normal”. Mas se eu perguntasse: - O que é normal? E quem define isso? – provavelmente elas não saberiam me responder. Ninguém pode saber o que é necessário para a sua realização pessoal e profissional, então, mesmo que todo mundo esteja contrário a sua decisão, acredite, lute e vença.

            No fim das contas, esses obstáculos só servirão como tempero para o incrível sabor da vitória.


Blog EntryMais uma ótima iniciativa!Nov 28, '08 10:37 PM
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Circuito D3System - Fim de Ano

Partindo de uma idéia do Antônio Sá Neto do PopDices e do Jaime da Terra do Nunca, pensamos em aproveitar a movimentação que foi gerada com a brincadeira das Aleatoriedades e utilizar essa energia em uma atividade capaz de divulgar o RPG e ainda trazer alguma diversão à jovens e crianças menos favorecidas.

Durante o último final de semana antes das festas de fim de ano, nos dias 20 e 21 de Dezembro de 2008, vamos organizar o Circuito D3System - Fim de Ano, levando nossa equipe, a turma da Terra do Nunca e quem mais quiser participar para mostrar o RPG em lugares normalmente esquecidos pelo circuito normal de eventos — orfanatos, creches ou qualquer instituição, escola ou biblioteca ques estiver disposta a nos receber. E estamos convidando toda a comunidade de blogs a participar, não apenas em São Paulo, mas cada um em sua própria cidade!

Embora a idéia original envolvesse somente angariar doações para esses locais, temos de concordar que dificilmente um livro de RPG isolado numa biblioteca vai gerar um grupo de jogadores. Além disso, o Salomão “Tek” lembrou que essas atividades deveriam ocorrer durante todo o ano e não somente no Natal. Concordo com ele, mas, por outro lado, a receptividade das instituições públicas e privadas nessa época do ano é maior e isso permitiria que muitas portas fossem abertas para ampliar o circuito de eventos em 2009.

É mais uma oportunidade de comprovar que a “blogosfera” de RPG está unida e disposta a agir e mostrar que o RPG também é sinônimo de solidariedade, cidadania e responsabilidade social.

A atividade não precisa ser elaborada — basta um ou dois mestres, uma aventura empolgante, algumas miniaturas, mapas e desenhos e um grupo de crianças ou jovens dispostas a participar. O evento tem alcance nacional, e todos os integrantes da blogosfera estão convidados a participar.

Através da internet, estaremos fazendo a divulgação da campanha e distribuindo banners promocionais exclusivos por todos os blogs, sites, listas e fóruns de discussão envolvidos. Contudo, o apoio mais valioso que se pode dar nessa campanha é atitude! Promova o circuito entre seus amigos e jogadores conhecidos! Reúna seu grupo — seja ele pequeno ou grande — e procure um lugar. A parte mais importante dessa campanha é a participação e nós contamos com você!

  1. Como Participar?
  2. Divulgação!
  3. Quero ajudar!
  4. Quem está participando?

Como Participar?

Escolha uma instituição que seja próxima de sua casa — uma creche, um orfanato, um grupoeclesiástico — e entre em contato com o administrador do local. Proponha uma atividade de 3 a 5 horas que envolve contar histórias e a interação dos participantes. Se não conseguir a aprovação na primeira tentativa, não desista!

Caso não possa participar ativamente ou não conheça nenhuma instituição nas proximidades, ou ainda não consiga a permissão de nenhuma delas, você ainda pode ajudar de outras formas: divulgando suas idéias de aventuras e seus personagens em seu blog, para que outros participantes possam usá-las nesse dia; ou apenas divulgando o evento em seu blog, site, fórum, comunidade, etc.

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Divulgação!

Assim que tiver um local para mestrar, não esqueça de divulgar! É possível que alguém na sua região ou na sua cidade queira participar, mas não saiba como. Coloque as informações no seu blog ou mande para o d3system. Nós vamos manter uma lista atualizada com os mestres e instituições participantes.

Não esqueça de levar uma máquina fotográfica, registrar as atividades e publicar ou mandar para a gente. Pode ser que esta seja a maior cobertura de um evento já realizada aqui no d3system (já ouço o Cobbi e o Johnny reclamando)!

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Quero ajudar!

Se você não conseguir um local (ou tempo) para mestrar, não desanime! Além da divulgação, vamos escolher algumas instituições para receber doações da comunidade RPGística. Você pode indicar uma instituição ou colaborar com alguma doação. Como eu disse, não é preciso aguardar o Natal para ser generoso, mas as pessoas são mais receptivas nessa época e talvez essa seja a ferramenta que precisamos para diminuir o preconceito contra nossa hobby.

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Quem Está Participando?

Por enquanto, temos os seguintes participantes confirmados:

Equipe D3system

Lar de Maria em Santo André - aguardando confirmação

Terra do Nunca

Aguardando confirmação da instituição.

Os amigos que estão auxiliando na divulgação:

Aventuras Prontas e “Props”:

  • Aguardando sua aventura!

Doadores:

  • Aguardem a lista atualizada.

Orkut:

Banners de divulgação:

Link para os banners: http://d3system.com.br/circuitofimdean/


Blog EntryUm dia me perguntaram...Nov 28, '08 10:02 PM
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Essa é uma nova brincadeira que eu bolei e estou inaugurando aqui no meu multiply. Se trata básicamente de formular uma pergunta acerca de um assunto qualquer, que lhe interesse, e dissertar sobre o assunto de forma breve, ou não...

Um dia me perguntaram: - O que é Jornalismo Cultural no segmento Musical?

 

Jornalismo Cultural no segmento musical trabalha com cobertura de shows, concertos e musicais, análise de mercado fonográfico, informativos sobre últimos lançamentos no país e mundo, entrevistas com músicos e etc.

Claro que é necessário saber do que se está falando, como em qualquer área de comunicação social. Conhecer história da música, discografias de grandes artistas, saber diferenciar estilos e saber reconhecer influências dentro de uma obra é importante. Você não precisa ser músico, mas precisa saber analisar música como um produto, ter uma audição apurada para escutar a execução de todos os instrumentos dentro de uma composição, entender o que o solista quis passar naquele improviso durante um tema de Jazz, por exemplo, e saber analisar o aspecto técnico e artístico da obra toda.

Parece complicado mas não é. O jeito é gostar de música, conhecer música e, principalmente, escutar música - ter uma mentalidade aberta para os mais variados estilos.


"...Ser repórter é um estado de espírito, é ter a disposição de decodificar o mundo para o próximo e ter como recompensa uma nova jornada para trabalhar com mais amor e dedicação ainda."

Leandro Fortes


Blog EntryRegistro Pessoal...Nov 24, '08 7:57 PM
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Eu vou trabalhar no Grupo RBS, especificamente TVCOM e ZH.


Blog EntryDublagem - Rei Arthur.Nov 24, '08 7:55 PM
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Faz quase um ano que o Tek sugeriu que eu escrevesse um artigo sobre as dublagens dos filmes que são exibididos nas emissoras brasileiras. Pois bem, ainda não será desta vez, mas... Mas vai uma coisa que me deixou surpreso.

Hoje, às 22:30 horas, eu estava assistindo o início do filme Rei Arthur, interpretado pelo Clive Owen, e, além de ter achado péssima a escolha do timbre de voz do dublador eu ainda esbarrei com a seguinte situação:

Arthur avisa seus cavaleiros Sármatas que Roma exige uma última missão para entregar, de fato, seu salvo-conduto pelo império. Depois de uma discussão ele vai selar seu cavalo e, irritado com a situação, para e se ajoelha para rezar. Eis que surge Lancelot debochando da fé de Arthur e entre um diálogo acalorado referente a missão imposta pelo império romano, surge a seguinte frase na dublagem: - É loucura enfrentarmos os *Isatis* - Exclama Lancelot, injuriado.

Pois bem, se vocês assistirem a versão legendada, ou mesmo no idioma original, poderão constatar que *Isatis* não é o nome da tribo pronunciado, e sim, Woads - Povo da Floresta em uma tradução livre.

Isatis é, tão somente, uma planta que era usada para fazer pinturas de guerra, pois quando transformada em pasta, libera um líquido azulado. Essa técnica era muito utilizada entre os Pictos - conhecidos como Pechs, Woads ou Woses. Então eu fico perplexo em tentar descobrir de que lugar o tradutor ou dublador retirou essa informação, equivocada, na hora de gravar esse material que é exibido em cadeia nacional?

Bem era isso, abraços e até meu próximo devaneio.


Blog EntryAleatoriedades - Quem me indicou foi o ShaftNov 16, '08 1:24 PM
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Shaft me indicou pra isso...

1. Link a pessoa que te "pegou".
2. Poste as regras em seu blog.
3. Escreva 6 coisas aleatórias sobre você.
4. Pegue mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.
    4.1........ Devido à rede Multiply ser grande, vou indicar apenas 4.
5. Deixe a pessoa saber que você o pegou, deixando um comentário no blog dela.
6. Deixe os pêgos saberem quando você publicar seu post.

Bom... Nessa hora, deixa eu ver o que posso postar:

-- Sou Produtor Cultural Independente.

-- Quero conhecer a Escócia - nada de Kilts.

-- Eu sou músico também, pelo menos eu acho...

-- Adoro fazer Drinks, mas devido ao meu último porre parei de beber, agora deixo os outros bebendo.

-- Eu adoro fotografar, mas odeio ser fotografado. Tem coisa mais bonita no mundo...

-- O  4° Tchê RPG foi legal :)

Vou indicar o Marcelo Grisa, o Jaime Cancela, o Armageddon e o Maury "Shi Dark".



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